No Brasil, são mais de 4 milhões de animais em condições de vulnerabilidade, que vivem em situação de rua ou sob cuidados de famílias que se encontram em extrema pobreza. O número assusta, já que representa a terceira maior quantidade do mundo, ficando atrás apenas de países como a China e os Estados Unidos, segundo dados do Instituto Pet Brasil.

Mas a boa notícia é que os números relativos à adoção de pets na pandemia aumentou muito, beneficiando animais ainda sem lar. Devido ao distanciamento social, muitas pessoas desejam ter companhia e encontram nos “bichinhos” a solução para suprir a solidão.

Além disso, como estão em casa, a presença constante e o tempo disponível auxiliam na adaptação dos animais que acabam de chegar ao novo lar.

 Solução para suprir a solidão- Adoção de pets na pandemia: quarentena faz crescer procura por cães e gatos

Devido ao distanciamento social, muitas pessoas desejam ter companhia e encontram nos “bichinhos” a solução para suprir a solidão.

 

Responsabilidades quanto à adoção de pets na pandemia

Mas é importante lembrar que animais adotados requerem cuidados na fase de adaptação à rotina da nova casa, independentemente de serem filhotes ou não.

Por isso, optar pela adoção de pets na pandemia pode ser uma boa saída, para quem pode acompanhar de perto e contribuir com os devidos cuidados para essa adaptação.

É necessário pensar também no período pós-quarentena, para termos uma adoção consciente, ao analisar as responsabilidades e consequências da adoção de um animal.

Cuidados na adaptação - Adoção de pets na pandemia: quarentena faz crescer procura por cães e gatos

Animais adotados requerem cuidados na fase de adaptação à rotina da nova casa, independentemente de serem filhotes ou não.

 

Adoção consciente

Entretanto é fundamental ressaltar que a adoção seja consciente e a decisão não deve ser tomada por impulso, apenas para suprir as necessidades imediatas de companhia. Pois, a quarentena não será permanente e o impulso não pode resultar em abandono quando tudo passar. O abandono e os maus-tratos a animais são crimes previstos na Lei 9.605/98

É preciso haver amplo consentimento entre todos os moradores da casa, inclusive eventuais moradores alérgicos, e se for imóvel alugado, se há cláusula restritiva a animais. E no caso de condomínios, é aconselhável que o assunto esteja pacificado, quanto à moradia com animais.

Adoção consciente - Adoção de pets na pandemia: quarentena faz crescer procura por cães e gatos

A adoção precisa consciente e a decisão não deve ser tomada por impulso, apenas para suprir as necessidades imediatas de companhia.

 

O que deve ser considerado

Neste momento, é necessário ponderar as consequências e as responsabilidades com o animal adotado também na pós-quarentena.

1. Despesas

O adequado é analisar a situação financeira para saber se será possível arcar com as despesas nos cuidados e alimentação do bichinho de estimação, como: ração, vacinação, vermifugação, idas ao veterinário, banhos, tosas e entre outros custos, além da castração.

 

2. Espaço

O espaço disponível em casa para o animal também deve ser analisado, pois ambientes muito pequenos podem estressá-lo, ainda que isso dependa muito da raça e do porte – grande ou não.

No caso de gatos, é necessário colocar telas nas janelas ou nos muros e grades.

Deve-se ponderar também o planejamento para situações futuras, como por exemplo, se pretende adquirir ou locar outro imóvel, é preciso considerar o espaço necessário no novo imóvel para a nova companhia.

 

3. Adaptação

A adaptação do animal também deve ser levada em consideração, já que, não sabemos quanto tempo a quarentena vai durar, é necessário analisar que este animal ainda será um filhote até lá.

Além disso, é necessário pensar também em como será a adaptação do pet quando já não tiver companhia em casa o tempo todo, se ele animal sentirá solidão nesse processo.

 

4. Disponibilidade para passeios

Existem também outros fatores que devem ser avaliados, como a necessidade de passeios e o tempo que você terá a disposição do animal adotado.

Os animais podem precisar passear  para sua atividade física várias, então é necessário pensar se após a quarentena a sua rotina permitirá tempo disponível para dar atenção ao bichinho e atender as necessidades de rotina que continuarão as mesmas.

Lembre-se que ao passear com o animal nas ruas e espaços públicos, é obrigatório conduzi-lo com guia e jamais soltá-lo. Dependendo do porte, o uso de focinheira é obrigatório. Também é importante sempre levar coletor para fezes (pode ser uma simples sacolinha de mercado). Essas são atitudes de posse responsável e cidadã, de respeito ao próximo e ao espaço público.

 

5. Férias

Além disso, é muito importante considerar sobre as férias. Para viajarem, os donos devem analisar com quem vão deixar o animal, pois não se pode simplesmente partir e deixá-lo trancado em casa.

Nenhum animal deve ser considerado um objeto descartável. É necessário pensar em todos os detalhes, pois essa é uma convivência de bons anos.

 

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A rotina da casa ajuda na escolha

Na hora de adotar, vale a pena pensar na rotina da casa, pois, esse fator pode influenciar na escolha da espécie.

Por exemplo, gatos são animais que gostam de certa independência, alguns até preferem o sossego e a liberdade da solidão em casa, sendo talvez animais mais adequados para donos que possuem uma rotina mais corrida e passam maior tempo fora de casa.

Já os cães preferem ter companhia, sendo talvez o pet mais adequado para pessoas que costumam passar maior parte do seu tempo em casa.

Gatos são independentes - Adoção de pets na pandemia: quarentena faz crescer procura por cães e gatos

Alguns gatos até preferem o sossego e a liberdade da solidão em casa, sendo talvez animais mais adequados para donos que possuem uma rotina mais corrida.

 

Como adotar um animal durante a quarentena?

Se você avaliou todas as possibilidades, está ciente da responsabilidade e optou pela adoção de pets na pandemia, é importante fazê-la da maneira correta, diante do atual momento.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que, de acordo com especialistas, a transmissão do novo coronavírus por meio de animais de estimação domésticos não está comprovada.

Mas, como neste período não há a possibilidade de realizar as feiras de adoção, os abrigos e Institutos estão se adequando. Alguns abrigos e institutos contam com site e estão divulgando adoções e fotos dos pets pela internet, assim os possíveis tutores conseguem fazer a busca mais facilmente.

Para ajudar abrigos que não possuem tecnologias como essa, alguns pet shops têm realizado feiras ao ar livre em locais externos, possibilitando que as pessoas visitem os animais, desde que sigam as medidas de segurança, respeitando o distanciamento, evitando aglomerações e seguindo os cuidados com a higiene. 

Portanto, depois de analisar bem toda a situação em relação à adoção, você resolver fazê-la, saiba que esta atitude é muito importante, já que existem milhões de animais precisando de um lar e cuidados de uma família.

Quer saber mais sobre adoção de pets na pandemia ou ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário. Ele é muito importante para nós!

 

Colaboração: Maria Conceição Muniz Suguihara -Tuca

A Tuca é Relações Públicas e uma das fundadoras da Associação Viralatinhas de Sumaré (SP). A entidade, fundada em 2002, tem como foco a posse responsável, castração, vacinação, identificação  e bem-estar dos animais. Confira o site e o Instagram da Associação.

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