Quem tem animais de estimação, uma hora ou outra sempre acaba questionando se o pet precisa de companhia, e se preocupando sobre como seria a melhor forma de resolver o problema, principalmente quando o tutor passa a maior parte do tempo fora de casa, seja por causa de trabalho ou por qualquer outra razão.

Quando o pet é uma calopsita, o dilema não é diferente. Mas será que calopsita precisa de companhia? Reunimos algumas informações para tentar esclarecer essa dúvida de uma vez por todas. Confira!

 

Apego ao tutor

Por serem aves muito amistosas, inteligentes e gostarem do contato humano, de modo geral, as calopsitas criam vínculos com grande facilidade com seu tutor e membros da família.

Porém, como cada animal tem personalidade própria, por mais que o tutor seja amoroso com a ave, dê a ela uma qualidade de vida excepcional e ela aceite seu carinho e afagos, pode acontecer de não se apegar totalmente a ele.

Entretanto, se o vínculo é muito forte, pode ser prejudicial a partir do momento em que a ave não consiga compreender que o tutor é um ser humano e não uma ave do mesmo bando.

 

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Quando o apego é prejudicial

Aves muito vinculadas ao seu tutor acabam entrando em sofrimento, em quadro de extrema tristeza, podendo até mesmo adoecer, em situações em que a pessoa tenha que viajar ou se ausentar por um período, pois enxerga o tutor como um companheiro, uma outra ave. Apesar de casos assim não serem tão frequentes, podem acontecer e a calopsita não aceitar a aproximação de outras pessoas.

Às vezes, o vínculo é tão grande que quando uma outra pessoa ou animal se aproxima – até mesmo uma outra calopsita, a ave sente ciúme e pode demonstrar alguns comportamentos agressivos.

 

Uma companhia da mesma espécie

Normalmente, a calopsita precisa de companhia, sim. É sempre muito bom que o tutor tenha, pelo menos duas aves, de preferência, da mesma espécie. Pois em momentos de ausência, uma calopsita faz companhia à outra. Uma ave sozinha pode até contar com o enriquecimento ambiental dentro de seu viveiro, no entanto, ter uma companhia da mesma espécie a faz sentir-se parte de um bando, como se estivesse na natureza, podendo interagir e vocalizar.

É importante ressaltar que, como nem todas são iguais, existem também casos em que as calopsitas não conseguem socializar com outras aves, mesmo que sejam da mesma espécie. Em casos assim, podem preferir estar sem a companhia de outro membro.

Porém, uma ave que vive em comunhão com outras de sua espécie, compartilhando o mesmo espaço, socializa melhor, brinca mais e tem predisposição a gozar de uma saúde plena, porque vive em bando.

 

Como saber se a calopsita precisa de companhia

Quando a ave está precisando de companhia, costuma dar alguns sinais: passa a ficar inquieta, andando de um lado para o outro e vocalizando de uma forma diferente, chamando por outras aves.

É possível perceber que ela sente a carência de um outro indivíduo, principalmente quando o tutor não dispõe de tempo para estar com ela, de soltá-la do viveiro para explorar o espaço da casa, de conversar, brincar ou colocar uma música, por exemplo. É preciso observar o comportamento da ave.

 

Mesmo sexo ou sexo diferente?

A companhia não precisa, necessariamente, ser do sexo oposto. É possível ter duas fêmeas ou dois machos. Mas é importante destacar que independentemente do sexo, pode haver pareamento ou não, ou seja, não é pelo fato de serem de sexos diferentes que irão acasalar e gerar filhotes, mas pode haver a possibilidade de reprodução.

Outro fato importante é que quando são duas fêmeas, ambas podem acabar botando ovos, inclusive, simultaneamente no mesmo espaço. E quando são dois machos, eles podem conviver tranquilamente, em amizade e sem disputa territorial.

A companhia não precisa, necessariamente, ser do sexo oposto - Calopsita precisa de companhia?

A companhia não precisa, necessariamente, ser do sexo oposto. É possível ter duas fêmeas ou dois machos.

 

Processo de adaptação

Quando a calopsita precisa de companhia e o tutor já tem uma ave e, após algum tempo, adquire outra, é necessário que a nova integrante passe, inicialmente, por uma quarentena, permanecendo em viveiro separado. E só após uma consulta ao veterinário (para um checkup completo) e cumprido esse tempo para ter certeza de que nenhuma doença pode se manifestar, a ave deve ser introduzida no novo ambiente.

A socialização da nova ave deve ser gradual e tranquila, já que algumas calopsitas se adaptam com mais facilidade e outras precisam de um processo mais lento. O importante é observar o comportamento de cada uma delas e como se relacionam.

Uma dica útil é seguir “etapas”, começando com a aproximação das gaiolas para estimular contato visual, contato auditivo e vocalização. Depois retirá-las do viveiro para que compartilhem o mesmo espaço ou play, na mesma sala.

Aos poucos, pode-se colocar brinquedos, interagir com elas e deixar que por si só se socializem, sempre fazendo o devido monitoramento para poder intervir em caso de desavenças. Quando isso acontece, o ideal é separá-las e fazer uma nova tentativa no dia seguinte ou algumas horas depois.

É imprescindível que, quando estiverem soltas, as aves sejam monitoradas o tempo todo, e caso o tutor precise sair do local por algum motivo, as aves devem voltar para o viveiro para que se mantenham em segurança.

 

Carinho e respeito

O importante é sempre lembrar que o manejo deve ser feito com respeito, carinho, dedicação e observação, independentemente da situação, pois as aves têm sentimentos e também ficam tristes, alegres e sentem quando são contrariadas.

Ficou com dúvidas se a calopsita precisa de companhia ou quer saber mais sobre o assunto? Suas perguntas podem ajudar outras pessoas, por isso deixe seu comentário. Será uma satisfação para nós respondê-los!

 

Colaboração: Sandra Tiemi Yabuuti

Sandra é de Palmas (TO), atualmente é tutora de 36 aves (14 calopsitas e 22 periquitos australianos) e gerencia no Instagram o perfil Kiko e Aurora e turminha e no Facebook a fanpage Periquito Australiano.

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